2020, nove anos depois da criação do primeiro blog. Quarentena!

04h da madrugada (em ponto), do dia 24 de maio.

Consigo perceber que tudo que eu quis ser um dia, esteja esvaindo pelas minhas mãos. Me vejo definhando lentamente, morrendo um pouco todos os dias. Crises, mais crises e crises. Falta de ar. Peito ardendo. Afastamento contínuo de tudo, e até mesmo de todos. Inclusive das coisas que eu mais gostava de fazer.

Agora, com vinte anos, é perceptível que o tanto de coisa que eu ia acumulando na cabecinha (e até no coração) vão se apertando cada vez mais, com tanta bagagem guardadas juntas. E quando tento ajeitar toda essa bagunça, não dá mais. Não consigo sozinha. Pra além disso, não grito por socorro também.

Então junto todas elas numa só bola de neve, onde não consigo escolher por qual ficar me martirizando mais, e por fim, decido sofrer por todas de uma só vez, até chegar no ponto de não lembrar o porquê de estar de tal forma. Faço isso repetidas vezes, todos os dias desde o segundo semestre do ano 2019 (um dos anos mais traumatizantes pra mim).

Eu me pergunto muito se me acostumei a não estar bem nunca, e me queixo também, em como fui deixar isso acontecer. Será eu uma romantizadora da solidão? Será que um dia eu vou me sentir bem, novamente? Sem as pendências que tenho comigo mesma? É uma icognita pra mim. Eu não faço por onde.

Os episódios que fizeram com que eu chegasse onde tô hoje, não são superados de forma alguma por mim. Tento me convencer que tô bem e que posso superar, mas na real, não é assim. Nunca foi. Quando era mais jovem, eu até conseguia driblar tudo isso e seguir, sem cobranças comigo. E por que hoje não? Por que me cobro tanto? Não culpo ninguém pela forma que sinto as coisas hoje em dia, a única culpada por esse amontoado de coisas sou eu. Só não consigo lembrar em que fração dessa vida, passei a sentir tudo de uma forma ruim.

Sinto saudade de mim.

Mais que isso, me queria de volta. Volta pra mim, nena.

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